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PREVENINDO A OSTEOPOROSE

 
 

 

PREVENINDO A OSTEOPOROSE

A osteoporose é reconhecida como a doença óssea metabólica mais frequente na população, principalmente na terceira idade.

Resulta de uma perda progressiva da massa óssea e da qualidade das trabéculas ósseas, que se adelgaçam, tornando o osso menos resistente a traumas. Com isso, ocorrem fraturas, mesmo com esforços mínimos ou devido quedas pouco traumatizantes.

As fraturas, sobretudo do quadril (fêmur), das vértebras, dos punhos etc., são a principal complicação da enfermidade, pois causam limitação funcional e aumento da dependência física do paciente.

Por acometer especialmente indivíduos em idade avançada (> 60 anos), as fraturas por osteoporose comprometem significativamente a qualidade de vida, além de contribuir para o alto risco de mortalidade relacionado a essa enfermidade.

A doença osteoporótica acomete preferencialmente paciente do sexo feminino, ocorrendo a partir da entrada no climatério, uma vez que nessa fase as mulheres apresentam importante diminuição da produção de estrógenos, hormônios sabidamente importantes na proteção contra perdas de massa óssea.

Os estrógenos agem sobre a massa óssea por inúmeras vias:
. Atuam em receptores específicos dos osteoblastos, incrementando a neosteogênese e, consequentemente, a massa óssea:
. Inativam as interleucinas estimuladoras da ação osteoclástica (IL-1 e IL-6) e, em decorrência, a reabsorção óssea:
. Estimulam a atividade da IGF-1, citocina estimuladora da atividade osteoblástica.


Compreende-se, portanto, que a ação do hipoestrogenismo torna a osteoporose uma enfermidade basicamente da mulher, sobretudo na fase do climatério, embora possa incidir também no sexo masculino.

ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS

Embora ainda não se disponha de estudos definitivos sobre a frequência da osteoporose no Brasil, pode-se dizer, através de projeções de dados epidemiológicos internacionais, que ela acomete uma em cada quatro mulheres da raça branca após os 50 anos.

Os mecanismos etiopatogênicos da osteoporose no homem estão principalmente associados à diminuição da absorção intestinal de cálcio ou relacionados à hiperatividade do paratormônio (PTH).

Na faixa etária dos 50 anos, verificam-se cinco mulheres acometidas por osteoporose para cada homem. Em torno dos 70 anos, porém, essa relação diminui, apresentando incidência praticamente igual em ambos os sexos.

As mulheres negras ou mulatas raramente apresentam a doença. Isso ocorre por determinismo genético, por apresentarem maior massa óssea global ou maior massa muscular (estrutura armazenadora de estrógenos) e, ainda, por apresentarem maiores níveis de calcitonina, hormônio produzido pelas células foliculares da tireóide com intensa atividade antiosteoclástica.

Entretanto, em algumas condições, pode-se desenvolver um padrão de osteoporose secundária em consequência de características individuais que diminuem a absorção intestinal de cálcio:

. Doença celíaca,
. Síndromes de má-absorção intestinal,
. Enterocolopatias inflamatórias crônicas,
. Pancreatite,
. Etilismo crônico,

Ou por outras condições que levam ao hipoestrogenismo precoce:

. Hipogonadismo,
. Disgenesia gonadal,
. Síndrome de Turner,
. Outras endocrinopatias (diabete, doença da tireóide e da supra-renal).
É igualmente importante ressaltar que, entre as mulheres acometidas por osteoporose, cerca de 50% evoluem com fraturas de fêmur, vértebras, costelas e punhos, com subsequente incapacidade física, parcial ou total.
Das mulheres que sofrem fratura de quadril (fêmur), 25% podem ir a óbito no primeiro ano após o evento em decorrência de complicações cardiocirculatórias, como a embolia gordurosa.
As fraturas osteoporóticas também são importantes por causar grande impacto sócio-econômico no orçamento familiar e no da previdência social, já que determinam custos diretos e indiretos de grande monta.
O estudo populacional NHANES III (Third National Health and Nutrition Examination Survey"), realizado nos Estados Unidos, analisou a massa óssea de 14.646 indivíduos de ambos os sexos por meio da densitometria óssea (DEXA) do fêmur. Os resultados comprovaram perda óssea compatível com osteoporose em 13% a 18% da população feminina acima dos 50 anos e em 3% a 6% da população masculina.

Os dados permitem projetar, no período de 1996\5 a 2020 por simulação em computadores, 534 mil fraturas de quadril nessa população estudada a um custo operacional global de Us$ 24 bilhões.


Abordagem Clínica


A abordagem clínica e terapêutica da osteoporose parte da adequada informação ao doente, desenvolvida através de um relacionamento médico-paciente franco, dedicado e construtivo.
Aliás, torna-se cada vez mais importante estabelecer um clima de parceria, quando não de cumplicidade, entre o médico e a paciente com osteoporose, já que a mulher é mais frequentemente acometida pela enfermidade.
Ela deve ser esclarecida quanto aos mecanismos de instalação das perdas de massa óssea, dos procedimentos diagnósticos e dos programas de prevenção. Recomenda-se valorizar a importância do controle dos fatores de risco - condições individuais, hábitos sociais, de lazer ou até mesmo profissionais - que irão explicar o porquê de algumas pacientes sofrerem de osteoporose e outras não. A paciente deve também ser claramente informada sobre a duração do tratamento e o que esperar dele.
É preciso ter sempre em mente que uma paciente mal informada pode não apenas agravar sua própria condição física como, também perder a oportunidade de se submeter a um tratamento adequado e reverter sua limitação funcional .
Não é raro, por exemplo, pacientes amedrontadas com o diagnóstico de osteoporose se enclausurarem em casa, temendo sofrer quedas que podem resultar em fraturas. A paciente deve, ao contrário, sair mais, desenvolver atividades ao ar livre, expor-se-ao sol em horários adequados, caminhar, tentar fortalecer os músculos, melhorar as condições respiratórias e circulatórias e, desse modo, reunir condições para melhorar sua qualidade de vida.

CDI - Centro de Diagnóstico por Imagem
Ecografia
Mamografia - Raio-X - Densitometria Óssea
Dr.Guido Pérez Médico Radiologista Ecografista CRM 2234
Dr.Jean Villavicencio Médico Radiologista Ecografista CRM 13366
DR.Ricardo Villavicencio - Médico Ecografista CRM 13005
DR. Carlo Villavicencio - Médico Radiologista Ecografista CRM 16477
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